Tratamento Fitoterapia

Imprimir Por Administrador 03/12/2007

MENSAGEM PARA 2017

Prezado (a) Amigo (a), como vai?
Chamo-me RODOLFO CORREA LIMA e sou Presidente do CECTH ‚Äď Centro de Estudos do Corpo e Terapias Hol√≠sticas S/C Ltda.
Faço um convite para que venha conhecer nossa empresa.




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Uma breve introdução

A fitoterapia pode ser historicamente definida como a ci√™ncia que trata dos problemas de sa√ļde utilizando os vegetais (fitocomplexo), sendo contempor√Ęnea ao in√≠cio da civiliza√ß√£o.
O primeiro manuscrito conhecido a seu respeito é o chamado Papiro de Ebers, que leva o nome do notável egiptólogo que o descobriu em Luxor e o traduziu.

Manuscrito cont√≠nuo, em forma de rolo, de 30 cm de largura por mais de 75 m de comprimento, anterior h√° 1.500 anos A.C., √© resqu√≠cio da antiga civiliza√ß√£o eg√≠pcia, o que demonstra que o fara√≥ Rams√©s I e seus contempor√Ęneos j√° conheciam e faziam uso medicinal dos vegetais. Ali est√£o detalhadamente descritas centenas de plantas medicinais e os m√©todos para a sua utiliza√ß√£o no combate √†s enfermidades. Algumas esp√©cies, ali√°s, s√£o de uso popular at√© os dias de hoje, tais como a papoula, meimendro, scilla mar√≠tima e sene.

O papiro foi redigido com tinta escura. O cabe√ßalho dos cap√≠tulos e as informa√ß√Ķes de pesos e medidas, por√©m, com tinta vermelha, comprovando que aquela civiliza√ß√£o j√° conhecia a qu√≠mica da tinta legal de escrever, em cuja composi√ß√£o h√° tra√ßos de tanino, subst√Ęncia retirada dos vegetais que, quando em rea√ß√£o √† celulose do papiro, tornava a escrita definitiva. Cont√©m o manuscrito indica√ß√Ķes, ainda, de que as f√≥rmulas foram aplicadas e testadas por botic√°rios da √©poca, pois, ao longo das margens de muitas receitas, havia claro sinal de aprova√ß√£o com a aposi√ß√£o da palavra ‚Äú√≥timo‚ÄĚ.

No ano de 280 A. C., inicia-se o per√≠odo de Hip√≥crates, considerado ‚Äúo pai da medicina‚ÄĚ, com a publica√ß√£o da ‚ÄúCorpus Hippocraticum‚ÄĚ, consagrando a exist√™ncia da terapia com os vegetais. Sucedeu-o Dioscoride que, com seu famoso trabalho ‚ÄúDe Mat√©ria M√©dica‚ÄĚ, contribuiu para o aumento do arsenal fitoter√°pico. Mais tarde, j√° nos anos 160 e 180 D. C., surge o m√©dico grego Galeno, que inicia a ‚ÄúFarm√°cia Gal√™nica‚ÄĚ utilizando somente os vegetais.

Nos s√©culos XIX e XX preponderavam ainda os medicamentos de origem vegetal. Contudo, paulatinamente, adquiriram-se novos conhecimentos acerca das subst√Ęncias qu√≠micas extra√≠das dos vegetais, tais quais o quinino, cafe√≠na, colchicina, code√≠na, teobromina, coca√≠na, efedrina, teofilina. Isolou-se a morfina, a estricnina e a emetina. E, muito mais recentemente, a ergotamina, vinblastina e vincristina, bem como a digitalina, ouaba√≠na e a artemetina.

Desse modo, a partir do in√≠cio da sintetiza√ß√£o de subst√Ęncias de estrutura qu√≠mica definida e de a√ß√£o farmacol√≥gica iniciou a Fitoterapia um ciclo declinante, com a diminui√ß√£o da prescri√ß√£o m√©dica de produtos vegetais. As plantas medicinais foram praticamente esquecidas, cedendo lugar √†s drogas sint√©ticas. Tal fase percorre o in√≠cio da d√©cada de 50 at√© o final dos anos 70.

A partir da d√©cada seguinte, por√©m, constata-se um brusco e crescente interesse pelos recursos fitoter√°picos. Os grandes centros de pesquisa em todo mundo direcionaram, com vivo entusiasmo, vultosos recursos, tanto governamentais como de iniciativa privada, para a pesquisa de propriedades curativas das plantas medicinais. Multiplicaram-se na imprensa informa√ß√Ķes sobre as vantagens da farmacobot√Ęnica. Tal movimento foi naturalmente acompanhado pelo surgimento de um n√ļmero expressivo de estabelecimentos comerciais especializados em ervas.

Por que essa s√ļbita redescoberta do tratamento das enfermidades pelas ervas medicinais?
Conforme mat√©ria publicada sob o t√≠tulo ‚ÄúPotencial Medicamentoso das Plantas‚ÄĚ, constante do Informativo da Funda√ß√£o Brasileira de Plantas Medicinais - 1991, a resposta a essa pergunta repousa em uma conjunto de fatores sociais e/ou econ√īmicos interelacionados, dentre eles: elevado custo das pesquisas que envolvem a descoberta dos medicamentos sint√©ticos; indesej√°vel depend√™ncia comercial quanto √†s mat√©rias-primas farmac√™uticas; problemas relacionados com a patente.

Importa ressaltar, a prop√≥sito, que os alt√≠ssimos custos tornaram a s√≠ntese e pesquisa de novos medicamentos de origem sint√©tica exageradamente dispendiosos, especialmente em raz√£o das crescentes exig√™ncias impostas pelas ag√™ncias regulat√≥rias de medicamentos. Apenas para exemplificar, em 1940 investiram os EUA cerca de US$ 10 milh√Ķes em pesquisas na √°rea; em 1980 essa cifra subiu para US$ 850 milh√Ķes e, para os anos 90, estimou-se em mais de US$1,5 bilh√Ķes os gastos nesse tipo de trabalho, e para os anos 2000, estima-se em US$2,5 bilh√Ķes em investimentos na √°rea.

Somem-se a isso as graves complica√ß√Ķes diplom√°ticas e jur√≠dicas relacionadas √†s patentes, pois pa√≠ses que n√£o cumprem ou n√£o se submetem a exig√™ncias impostas por ag√™ncias regulat√≥rias de medicamentos sintetizam os f√°rmacos mais relevantes e os comercializam por pre√ßos inferiores. Tais circunst√Ęncias conferiram insuspeito e renovado impulso a farmacobot√Ęnica, pois os vegetais, muito embora n√£o possam ser patenteados, s√£o nativos de determinadas e espec√≠ficas regi√Ķes, as quais passaram a constituir-se, portanto, em verdadeiras reservas naturais.

Em nosso pa√≠s essa condi√ß√£o assume incontest√°vel destaque, fortemente amparado nos motivos a seguir alinhado: riqueza abundante de nossa flora, com mais de 100 mil esp√©cies, das quais nem 1% foi criteriosamente estudada sob o ponto de vista farmacobot√Ęnico; parcela superior a 60 milh√Ķes de brasileiros n√£o tem acesso a medicamentos; o pa√≠s √© dependente de informa√ß√Ķes sobre mat√©rias-primas farmac√™uticas - estima-se que s√£o importadas aproximadamente 90% do que se consome, e esse fato, al√©m avultar a evas√£o de divisas, esbarra na quest√£o da seguran√ßa nacional. Vale real√ßar que, em caso de interrup√ß√£o abrupta nas importa√ß√Ķes, cerca de 25% de nossos diab√©ticos correriam algum risco de vida, 15% dos hipertensos e portadores de √ļlceras gastroduodenais estariam privados da medica√ß√£o adequada e a quase totalidade de pacientes transplantados estariam virtualmente privados de medica√ß√£o imunossupressora.

Em contrapartida, tornando o quadro mais otimista, constatamos o aumento de parcerias, associa√ß√Ķes, conv√™nios e outras formas de intera√ß√£o entre laborat√≥rios farmac√™uticos, universidades, funda√ß√Ķes e empresas, imprimindo √†s pesquisas maior efici√™ncia, diversifica√ß√£o e agilidade.

E, por fim, buscando regulamentar um com√©rcio em franca expans√£o, criou-se mui recentemente a Resolu√ß√£o ANVS n.17, de 24.02.00, estabelecendo-se o prazo de um ano para a adapta√ß√£o √†s exig√™ncias, ali descritas, por parte das empresas com produtos registrados ou protocolados na Ag√™ncia de Vigil√Ęncia Sanit√°ria, tentando-se, assim, elevar-se √† qualidade dos produtos fitoter√°picos.

Sérgio Tinoco Panizza
Farmac√™utico-Industrial, Diretor Cient√≠fico da ABRAFITO (Associa√ß√£o Brasileira de Fitoterapia), Consultor de revistas ligadas √† √°rea de sa√ļde, Consultor Cient√≠fico do Laborat√≥rio ‚ÄúProf. Panizza‚ÄĚ.

PLANTAS TERAPÊUTICAS

INTRODUÇÃO

A utiliza√ß√£o das plantas como rem√©dio provavelmente seja t√£o antiga quanto o aparecimento do pr√≥prio homem. 

A evolu√ß√£o da arte de cuidar da sa√ļde possui numerosas etapas, por√©m, torna-se dif√≠cil delimit√°-las com exatid√£o, j√° que a medicina esteve por muito tempo associada a pr√°ticas m√°gicas, m√≠sticas e ritual√≠sticas.

A preocupa√ß√£o com a melhora dos desequil√≠brios energ√©ticos do organismo, ao longo da hist√≥ria da humanidade, sempre se fez presente. Sabemos que os alquimistas, na tentativa de descobrir o "elixir da vida eterna", contribu√≠ram e muito na evolu√ß√£o da arte de cuidar da sa√ļde.

Um grande avanço na terapia foi dado por Paracelso que defendia a teoria da "assinatura dos corpos", segundo a qual as plantas e animais apresentavam uma "impressão divina" que indicava suas virtudes curativas.

De acordo com essa teoria, a semelhança da forma das plantas aos órgãos humanos determinam o seu efeito curativo sobre estes como, por exemplo, algumas hepáticas, apresentando formato parecido a um fígado, eram utilizadas para curar moléstias de tal órgão.

As plantas pelas suas propriedades terap√™uticas ou t√≥xicas adquiriram fundamental import√Ęncia na terapia popular.

A flora brasileira é riquíssima em exemplares que são utilizados pela população como plantas medicinais. Toda planta que é administrada de alguma forma e, por qualquer via ao homem ou animal exercendo sobre eles uma ação farmacológica qualquer é denominada de planta medicinal.

Segundo VON MARTIUS, as plantas brasileiras não apenas melhoram os desequilíbrios energéticos do organismo, mas realizam milagres.

As plantas sempre foram objeto de estudo na tentativa de descobrir novas fontes de obtenção de princípios ativos.

Atrav√©s dos dados fornecidos pela Organiza√ß√£o Mundial de Sa√ļde (OMS), constata-se que o uso de plantas pela popula√ß√£o mundial tem sido muito significativo nos √ļltimos anos, sendo que este uso tem sido incentivado pela pr√≥pria OMS.

As plantaS produzem subst√Ęncias respons√°veis por uma a√ß√£o farmacol√≥gica ou terap√™utica que s√£o denominadas de princ√≠pios ativos.

A fitoterapia √© o tratamento das doen√ßas, altera√ß√Ķes org√Ęnicas, por meio de drogas vegetais secas ou partes vegetais rec√©m colhidas e seus extratos naturais.
O conhecimento das propriedades das plantas, dos minerais e de certos produtos de origem animal é uma das maiores riquezas da cultura indígena. Uma sabedoria tradicional que passa de geração em geração.

Vivendo em permanente contato com a natureza, os √≠ndios e outros povos da floresta est√£o habituados a estabelecer rela√ß√Ķes de semelhan√ßa entre as caracter√≠sticas de certas subst√Ęncias naturais e seu pr√≥prio corpo.

O índio tem um profundo conhecimento da flora medicinal, e dela retira os mais variados remédios, que emprega de diferentes formas.

As práticas curativas das tribos indígenas estão profundamente relacionadas com a maneira que o índio percebe a doença e suas causas. Tanto as medidas curativas como as preventivas são realizadas pelo pajé, sendo estes rituais carregados de elementos mágicos e místicos que refletem o modo de ser do índio e o relacionamento deste com o mundo.

Segundo LELONG, na filosofia ind√≠gena as plantas s√£o respons√°veis pela melhora da sa√ļde devido √† presen√ßa de um esp√≠rito inteligente.

O que os √≠ndios denominavam de esp√≠rito inteligente, hoje, gra√ßas aos estudos farmacol√≥gicos, sabe-se que nada mais √© do que o princ√≠pio ativo, produzido pelos vegetais. A evolu√ß√£o e o uso de plantas pelo homem est√° associado a sua evolu√ß√£o antropol√≥gica, da √©poca em que era um simples n√īmade at√© tornar-se um esp√©cime sedent√°rio. Com a fixa√ß√£o de moradia, surgiram as mais variadas necessidades e outras se acentuaram, assim o uso ficou comprovado atrav√©s da experimenta√ß√£o, observa√ß√£o e necessidade, atrav√©s de erros e acertos.

Al√©m do metabolismo prim√°rio, as plantas produzem tamb√©m subst√Ęncias resultantes do metabolismo secund√°rio. Este metabolismo secund√°rio se diferencia do prim√°rio, basicamente por n√£o apresentar rea√ß√Ķes e produtos comuns √† maioria das plantas, sendo, portanto espec√≠fico de determinados grupos.

Os compostos secundários podem ter utilidade, para o homem, terapêutica ou tóxica e, para a planta, existe uma interação com o ambiente no sentido de proteção contra predadores ou como atrativo de polinizadores.
Plantas aromáticas são assim denominadas, pois armazenam óleos essenciais em células secretoras individuais ou formando estruturas como dutos ou canais, tricomas glandulares e outras. Tais estruturas secretoras podem encontrar-se distribuídas por todo o vegetal.

Apesar de muitas plantas serem √ļteis ao homem, existem algumas que produzem subst√Ęncias que exercem efeitos t√≥xicos e por isso s√£o denominadas de plantas t√≥xicas ou venenosas.

OBTENÇÃO DAS PLANTAS

As plantas podem ser adquiridas nas casas de ervas ou podem ser coletadas no campo, sejam silvestres ou cultivadas em jardins ou hortos.

PLANTAS CULTIVADAS EM CANTEIROS

As plantas medicinais, por possu√≠rem ciclo curto, podem ser tratadas como as hortali√ßas. Para cultiv√°-las em canteiros, estes dever√£o possuir 1 m de largura e comprimento vari√°vel, tendo uma dist√Ęncia de 50 cm entre eles, com a finalidade de possibilitar a movimenta√ß√£o.
     O espa√ßamento utilizado normalmente √© de 20 cm entre as plantas de esp√©cies de porte baixo e de 30 cm entre sulcos. Para plantas mais altas, que atinjam 1 m de altura, deve-se usar 35 cm entre as plantas e 50 cm entre as linhas. Para as plantas que chegam a 2 m de altura, usar 50 cm entre as mesmas e 70 cm entre sulcos. Os canteiros s√£o normalmente utilizados para plantas de pequeno porte e anuais.

PLANTAS CULTIVADAS EM VASOS OU FLOREIRAS

Nos vasos, ou nas floreiras podem ser plantados sementes ou mudas de plantas medicinais. Existem vasos e floreiras de todas as formas, tamanhos e tipos de material. Quando se trata plantas individuais, o mais fácil e prático é provavelmente plantá-las em vasos.
     Conforme o tipo de material da qual √© feita o futuro vaso ou jardineira, torna-se necess√°rio um pequeno tratamento pr√©vio. Seja para assegurar que eles tenham uma vida √ļtil mais longa, seja para possibilitar √†s plantas melhores condi√ß√Ķes de cultivo:

  • Vasos de barro que nunca foram usados devem ser mergulhados em √°gua por 24 horas, para evitar que absorvam a umidade do solo.
  • Materiais como xaxim e coxim (fibra de coco) tamb√©m devem ser previamente encharcados, do contr√°rio tender√£o a ficar ressecados.
  • Vasos de metal, em princ√≠pio, n√£o deveriam ficar em contato direto com a terra, Se isso ocorrer, a tend√™ncia natural √© que venham a enferrujar. Portanto, o melhor seria forr√°-los internamente com um saco pl√°stico e s√≥ depois colocar a terra.
  • Pl√°sticos, fibras de vidro para vasos, fibrocimento e cimento s√£o materiais que n√£o requerem nenhum tratamento antes do plantio.
  • Vasos ou jardineiras de madeira exigem sempre impermeabiliza√ß√£o, com selador, antes de ser pintada com verniz. 

Todos os vasos ou jardineiras precisam ter buracos de drenagem e (exceto os cestos) uma camada de cascalho, perlite ou cacos partidos no fundo, para n√£o haver excesso de √°gua, devendo ser cheios com uma boa mistura de terra.

Pode fazer-se esta mistura com uma parte de terra comum de jardim, uma parte de esterco ou composto org√Ęnico e uma parte de areia grossa de constru√ß√£o.

Devem cultivar-se com maior abund√Ęncia as plantas que s√£o utilizadas com mais freq√ľ√™ncia.
Num vaso podem plantar manjericão ou manjerona. Quanto ao coentro e salsa é melhor partilharem outro vaso, pois todas estas gostam de lugares iluminados, mas onde o sol não bata constantemente, dando-se melhor com um meio um pouco mais fresco e molhado do que o primeiro.

Também há muitas variedades de hortelã que podem ser cultivadas no mesmo vaso, pois todas apreciam um solo moderadamente molhado e tendem a dispersar as raízes.
J√° o alecrim, a s√°lvia, a alfazema devem ser cultivadas sozinhas.

No cuidado dispensado às plantas, as regas constituem uma das coisas mais importantes. Nem água demais, nem de menos, o melhor é verificar a umidade do solo todos os dias no verão, de 3 em 3 dias na primavera e no outono, enquanto que no inverno, apenas uma vez por semana é o suficiente.

A aduba√ß√£o do solo deve ser feita de seis em seis meses, incorporando √† terra composto org√Ęnico ou esterco de gado curtido.

No caso de aparecerem pragas como pulg√Ķes, cochonilhas, tripes nas plantas use o inseticida caseiro que √© constitu√≠do de: 35 g de fumo de corda picado bem fino, 26 g de sab√£o de pot√°ssio neutro em p√≥ e 50 ml de √°lcool, dilu√≠dos em 8 litros de √°gua.

PLANTAS COLETADAS NO CAMPO

Ao coletar as plantas no campo é necessário saber que os vegetais das quais se utilizam:

  1. as folhas devem geralmente, ser recolhidas antes da floração;
  2. as flores ou as sumidades floridas devem ser recolhidas no início da floração;
  3. os frutos devem ser colhidos no início da maturação;
  4. as raízes devem ser retiradas do solo quando o talo murcha, ou no começo da primavera, antes que haja rebrotado.

Na coleta das plantas √© preciso tomar algumas precau√ß√Ķes, que s√£o:

  • N√£o devem ser coletadas plantas encontradas pr√≥ximas de rodovias e planta√ß√Ķes, pois estas podem apresentar danifica√ß√Ķes provocadas pelos gases liberados dos escapamentos dos autom√≥veis e, no segundo caso, podem estar impregnadas com produtos qu√≠micos utilizados como adubos ou inseticidas;
  • √Č necess√°rio tomar cuidado para que as plantas que se coletem n√£o se sujem mutuamente com a terra;
  • Fazer desde o momento da coleta, a triagem dos fragmentos que possam proceder de outras plantas;
  • N√£o coletar plantas ou partes de plantas que estejam rigorosamente limpas. Vigiar particularmente as deposi√ß√Ķes de animais;
  • Selecionar somente plantas s√£s, sem manchas e n√£o atacadas por insetos;
  • Evitar as que se encontram nas proximidades de fungos;
  • N√£o comprimi-las para que n√£o murchem, o que as faria perder uma boa parte de seu aroma;
  • Preparar para a desseca√ß√£o o mais r√°pido poss√≠vel, para evitar que apare√ßam bolores ou fermenta√ß√Ķes.
PROCESSAMENTO DAS PLANTAS

Ap√≥s a obten√ß√£o das plantas, normalmente o material pode seguir tr√™s caminhos: uso direto do material fresco, extra√ß√£o de subst√Ęncias ativas ou arom√°ticas do material fresco e secagem do material fresco. Este √ļltimo destino √© o que requer mais aten√ß√£o, por preservar os materiais, possibilitando o uso das plantas a qualquer tempo, dentro dos prazos normais de conserva√ß√£o.

Antes de submeter as plantas à secagem, deve-se adotar alguns procedimentos básicos para se obter um produto de boa qualidade, independente do método a ser empregado. São eles:

  • n√£o lavar as plantas antes da secagem, exceto no caso de determinados rizomas e ra√≠zes;
  • deve-se separar a plantas se esp√©cies diferentes;
  • as plantas colhidas e transportadas ao local de secagem n√£o devem receber raios solares;
  • antes de submeter as plantas √† secagem, deve-se fazer a elimina√ß√£o de elementos estranhos (terra, pedras, outras plantas, etc.) e partes que estejam em condi√ß√Ķes indesej√°veis (manchadas, danificadas, descoloridas, etc.);
  • as plantas colhidas inteiras devem ter cada parte (folhas, flores, sementes, frutos e ra√≠zes) seca em separado e conservada em recipientes individuais;

A secagem pode ser conduzida em condi√ß√Ķes ambientais ou com o uso de estufas, secadores, etc. A secagem natural √© um processo lento e deve ser conduzida √† sombra, em local ventilado, protegido de poeira e do ataque de insetos e outros animais. Esse processo de uso dom√©stico √© recomendado para regi√Ķes que apresentam condi√ß√Ķes clim√°ticas favor√°veis, relacionadas principalmente com a ventila√ß√£o.

Nesse processo, deve-se espalhar o material a ser seco em camadas finas, permitindo assim a circulação de ar entre as partes vegetais e uma secagem mais uniforme. Para isto podem ser utilizados bandejas com fundo de tela plástica fina, aço inoxidável ou tecido com características semelhantes.

Outra maneira pr√°tica consiste em espalhar em camada fina o material em uma mesa ou bancada forrada com papel, em ambiente abrigado do sol e com ventila√ß√£o. A secagem artificial de plantas √© fundamentada no aumento da capacidade do ar de retirar a umidade da palnta. Assim, utilizam-se m√©todos que elevam a temperatura e promovem a ventila√ß√£o ou simplesmente reduzem a umidade relativa do ar. O aumento da temperatura vai tamb√©m reduzir a umidade relativa do ar, enquanto a ventila√ß√£o vai facilitar a homogeniza√ß√£o do ar de secagem em toda a massa de plantas secagem. A temperatura utilizada varia de 35 a 45¬ļC. Temperaturas acima de 45¬ļC danificam os √≥rg√£os vegetais e seus conte√ļdos, pois proporcionam "coc√ß√£o" das plantas e n√£o uma secagem, apesar de inativarem maior quantidade de enzimas, A secagem artificial origina material de melhor qualidade por aumentar a rapidez do processo. A secagem artificial origina material de melhor qualidade por aumentar a rapidez do processo.

MANIPULAÇÃO DAS PLANTAS
  1. CATAPLASMAS
    Prepara√ß√Ķes para uso externo, de consist√™ncia mole e compostas de p√≥s ou farinhas dilu√≠das em √°gua, cozimentos, infus√Ķes, vinho ou leite. S√£o preparados a quente ou, muito raramente, a frio.
    √Č obtido por diversas formas:
    1. amassar as ervas frescas e bem limpas e aplic√°-las diretamente sobre a parte afetada ou envolvidas em um pano fino ou gaze;
    2. reduzi-las em p√≥, mistur√°-las em √°gua, ch√° ou outras prepara√ß√Ķes e aplic√°-las envoltas em pano fino sobre as partes afetadas;
    3. pode-se ainda, utilizar farinha de mandioca ou fub√° de milho e √°gua, geralmente quente, com a planta fresca ou seca triturada.
  2. CONTUSÃO
    Consiste em colocar a subst√Ęncia dentro de um gral e fazer com que atue sobre ela a m√£o ou pil√£o perpendicularmente, com bastante for√ßa, para destruir a coes√£o das mol√©culas. A sust√Ęncia deve obter a consist√™ncia de p√≥ ou pasta.
  3. DECOCÇÃO
    √Č a fervura da subst√Ęncia, para dissolv√™-la pela a√ß√£o prolongada da √°gua e do calor. Utilizada, sobretudo no caso das sementes de cereais, a decoc√ß√£o pode ser leve ou branda, carregada ou concentrada, conforme sua dura√ß√£o (de apenas alguns minutos a v√°rias horas) e a satura√ß√£o do l√≠quido empregado.
  4. INALAÇÃO
    Na inala√ß√£o √© utilizada a combina√ß√£o de vapor de √°gua com sust√Ęncias vol√°teis das plantas arom√°ticas. Para direcionar o vapor √© utilizado um cone de papel√£o colocado sobre com a base maior voltada para o recipiente e a base menor voltada para cima.
    Normalmente esse processo é recomendado para problemas respiratórios.
  5. INFUSÃO
    Esse processo √© indicado particularmente para as plantas arom√°ticas. A subst√Ęncia √© colocada numa vasilha, que depois recebe √°gua fervente e posteriormente √© tampada. Ap√≥s descansar por um certo tempo, a mistura √© coada. O tempo de infus√£o varia de 10 a 15 minutos (para folhas ou flores) a v√°rias horas (no caso de ra√≠zes).
  6. FILTRAÇÃO
    Seu objetivo é separar o líquido (solução, sumo, tisanas, tinturas, azeites, xarope) de certas partículas que se encontram em suspensão. Quando não se exige uma perfeita transparência do líquido, substitui-se a filtração pela coadura. Para a primeira utiliza-se papel de filtro e na segunda, emprega-se tecidos de lã, pedaços de algodão.
  7. MACERAÇÃO
    Neste processo, a subst√Ęncia vegetal √© deixada em contato com o ve√≠culo (l√≠quido usado para dissolver o princ√≠pio ativo, como por exemplo: √°lcool, √≥leo, √°gua ou outro l√≠quido extrator), em temperatura ambiente. O per√≠odo de macera√ß√£o depende do material a ser utilizado. Folhas, flores e outras partes tenras s√£o picadas e ficam macerando por 10 a 12 horas, enquanto partes mais duras ficam macerando por 18 a 24 horas. Embora lenta, a macera√ß√£o √© um m√©todo excelente para obter o princ√≠pio ativo em toda sua integridade.
  8. SUCOS
    √Č um processo para ser utilizado imediatamente. Na prepara√ß√£o s√£o utilizados frutos moles e maduros espremidos em pano ou folhas, flores e sementes triturados em liquidificador ou pil√£o. Nesses sucos podem ser adicionados √°gua ou n√£o.
  9. VINHOS
    S√£o prepara√ß√Ķes que resultam da a√ß√£o dissolvente do vinho sobre as subst√Ęncias vegetais. O vinho utilizado deve ser puro, com alto teor alco√≥lico; tinto para dissolver princ√≠pios t√īnicos ou adstringentes e branco quando se deseja obter um produto diur√©tico.
    O método para se obter vinhos medicinais é muito simples: adiciona-se 5g de uma ou mais ervas secas, bem limpos e picados para cada 100ml de vinho e macera-se em recipiente bem tampado e em local escuro, por um período de 10 a 15 dias, sendo agitado uma ou duas vezes diariamente. Depois de filtrado, o produto deve ser conservado em local arejado.
  10. TINTURAS
    A prepara√ß√£o de tinturas a partir de subst√Ęncias √© um processo minucioso e delicado que consiste em misturar partes de plantas secas e dividas em √°lcool de pureza absoluta, onde o contato dever√° ser mais ou menos prolongado para permitir uma melhor extra√ß√£o dos princ√≠pios ativos (8 a 15 dias). Para obter as tinturas deve-se:
    1. plantas frescas - utilizar a propor√ß√£o de 50% em peso de plantas em rela√ß√£o ao √°lcool a 92¬ļGL, em volume, isto √©, 500g de planta fresca em 1000 ml de √°lcool;
    2. plantas secas - usar a propor√ß√£o de 25% em peso de plantas secas em rela√ß√£o √† mistura √°lcool-√°gua, na propor√ß√£o de sete partes de √°lcool a 92¬ļGL e tr√™s partes de √°gua destilada ou fervida, em volume, ou seja, 250g de plantas secas em 700ml de √°lcool a 92¬ļGL e 300 ml de √°gua.
      Após a obtenção da tintura, filtra-se e o resíduo é espremido em uma prensa, para extrair o líquido que ainda esteja presente. As tinturas alcoólicas conservam os princípios ativos por muitos anos e são utilizadas em pequena quantidade para uso interno (puras ou diluídas) e externamente em maiores quantidades (puras ou diluídas).
  11. TISANAS
    Nome gen√©rico dado √†s solu√ß√Ķes, macera√ß√Ķes, infus√Ķes e decoc√ß√Ķes preparadas com plantas medicinais. Quando a elas se agregam xaropes, tinturas, extratos ou outros ingredientes, as tisanas s√£o chamadas de po√ß√Ķes.
  12. TORREFAÇÃO
    Este processo possui dois objetivos: retirar a √°gua de certas subst√Ęncias e submet√™-las a um princ√≠pio de decomposi√ß√£o que modifica algumas de suas propriedades.
    O agente no processo da torrefação utilizado é o fogo. O café após a torrefação torna-se aromático, o ruibarbo perde suas qualidades laxantes e o ópio seu princípio viscoso.
  13. UNG√úENTO E POMADAS
    Tratamento imediato, podendo ser guardada por tempo determinado. √Č preparado atrav√©s da mistura do suco, tintura ou ch√° da planta medicinal com vaselina ou lanolina.
    As pomadas e os ung√ľentos permanecem mais tempo sobre a pele, devem ser usados a frio e renovados duas ou tr√™s vezes ao dia.
  14. XAROPE
    Prepara√ß√£o de uso mais prolongado, usado principalmente para doen√ßas da garganta, pulm√£o e br√īnquios. Para prepar√°-lo s√£o necess√°rios dissolver a√ß√ļcar em √°gua e aquecer at√© a obten√ß√£o de ponto de fio e depois acrescentar a tintura do vegetal na prepara√ß√£o.
OS EFEITOS DAS PLANTAS
  1. Abortivo: provoca a eliminação do feto;
  2. Adsorvente: elimina os gases acumulados;
  3. Anticatarral: Inibe a formação de catarro;
  4. Antiespasm√≥dico: evita ou alivia as c√≥licas e os espasmos (contra√ß√Ķes musculares dolorosas);
  5. Antiflatulento: elimina os gases intestinais;
  6. Anti-reum√°tico: combate o reumatismo e seus sintomas;
  7. Antitussígeno: inibe a tosse;
  8. Carminativo: elimina gases acumulados e favorece a digestão, diminuindo o inchaço abdominal, a flatulência e as dores;
  9. Cat√°rtico: o mesmo que laxante ou purgativo;
  10. Colagogo: favorece a elimina√ß√£o do conte√ļdo das vias biliares;
  11. Coler√©tico: contrai a ves√≠cula biliar para a elimina√ß√£o de seu conte√ļdo;
  12. Diaforético: provoca suor;
  13. Diurético: faz urinar mais, auxilia a eliminação de líquidos pelos rins;
  14. Drástico: purgante enérgico;
  15. Emenagogo: estimula a menstruação (não é o mesmo que abortivo);
  16. Em√©tico: provoca v√īmito.
  17. Emoliente: suaviza, amolece uma inflamação;
  18. Estomacal: ajuda a digest√£o no est√īmago;
  19. Estom√°quico: favorece as fun√ß√Ķes digestivas; tonificante do est√īmago;
  20. Expectorante: elimina a mucosidade do aparelho respiratório;
  21. Febrífugo: abaixa a febre;
  22. Galactogogo: aumenta a secreção do leite;
  23. Hemost√°tico: estanca as hemorragias;
  24. Laxante: purgante de efeito brando, que induz a evacuação de fezes moles, não causando dor nem irritação intestinal;
  25. Mucolítico: bloqueia a produção de muco; pode ser anticatarral;
  26. Obstipante: prende os intestinos;
  27. Sudorífico: o mesmo que diaforético.
CUIDADOS NO USO DAS PLANTAS

Muitas vezes escutamos as pessoas recomendarem o uso de plantas medicinais dizendo: "Se bem n√£o fizer, mal tamb√©m n√£o far√°‚ÄĚ. Infelizmente n√£o √© isso que ocorre, porque o uso inadequado de plantas pode muitas vezes n√£o realizar o efeito desejado.

O uso de plantas, quando efetuado com crit√©rios, s√≥ tem a contribuir para a sa√ļde de quem o pratica. Esses crit√©rios se referem √† identifica√ß√£o da doen√ßa ou do sintoma apresentado, conhecimento e sele√ß√£o correta da planta a ser utilizada e uma adequada prepara√ß√£o. 

As planta devem ser adquiridas, preferencialmente, por pessoas ou firmas id√īneas que possam dar garantia da qualidade e da identifica√ß√£o correta. O ideal seria que as pessoas e institui√ß√Ķes que fazem uso das plantas mantivessem o cultivo das esp√©cies mais utilizadas.

Na prepara√ß√£o, deve-se observar cuidadosamente a dosagem das partes vegetais e sua forma de uso. As misturas de plantas no ch√° devem se restringir a um n√ļmero pequeno de esp√©cie com indica√ß√Ķes e uso semelhantes.

A forma de uso e a freq√ľ√™ncia tamb√©m s√£o importantes durante o tratamento. N√£o adianta ingerir um litro de ch√° de uma s√≥ vez, quando se deveria tomar a intervalos regulares de tempo durante o dia. Da mesma forma, uma planta recomendada exclusivamente para uso externo n√£o deve ser administrada internamente. 

O uso contínuo de uma mesma planta deve ser evitado. Recomendam-se períodos de uso máximo entre 21 e 30 dias, intercalados por um período de descanso entre 4 e 7 dias, permitindo que o organismo desacostume-se e, também, para que o vegetal possa atuar com toda a sua eficácia.

A adi√ß√£o de mel a ch√°s e xaropes s√≥ deve ser feita depois que estes fiquem mornos ou frios. As dosagens dos rem√©dios caseiras feitos com plantas variam de acordo com a idade e com o tipo de metabolismo de cada pessoa. 

O horário em que devem ser tomados os preparados fitoterápicos é muito importante para a obtenção dos efeitos desejados. Assim, têm-se as seguintes regras gerais:

  • desjejum - prepara√ß√Ķes os laxativos, depurativos, diur√©ticos e verm√≠fugos;
  • duas horas antes de depois das refei√ß√Ķes principais - prepara√ß√Ķes anti-reum√°ticas, hepatoprotetoras, neurot√īnicas e antit√©rmicas;
  • meia hora antes das refei√ß√Ķes principais - prepara√ß√Ķes t√īnicas e anti√°cidas;
  • depois das refei√ß√Ķes principais - prepara√ß√Ķes digestivas e contra gases;
  • antes de se deitar - prepara√ß√Ķes hepatoprotetoras e laxativos.

As dosagens dos fitoter√°picos caseiros variam de acordo com a idade e metabolismo de cada indiv√≠duo. Para os ch√°s (decoc√ß√£o, infus√£o e macera√ß√£o) recomenda-se:

  • de 6 meses de idade at√© 1 ano √® 1 colher (caf√©) do preparado 3 vezes ao dia (somente com acompanhamento m√©dico);
  • de 1 a 2 anos √® ¬Ĺ x√≠cara (ch√°) 2 vezes ao dia;
  • de 2 a 5 anos √® ¬Ĺ x√≠cara (ch√°) 3 vezes ao dia;
  • de 5 a 10 anos √® ¬Ĺ x√≠cara (ch√°) 4 vezes ao dia;
  • adultos √® 1 x√≠cara (ch√°) 3 a 4 vezes ao dia.

As informa√ß√Ķes sobre a dosagem de plantas medicinais s√£o muito divergentes, principalmente quando se trata da medi√ß√£o de volumes com utens√≠lios dom√©sticos ou mesmo convers√£o de pesos em volumes e vice-versa. Recomenda-se que ao preparar decoc√ß√Ķes, infus√Ķes e macera√ß√Ķes deve-se utilizar para material seco uma colher (ch√°) e para o vegetal fresco uma colher (sopa), ambos misturados em um litro de √°gua.

Todo cuidado é pouco. Mas isso não impede de utilizarmos as plantas, desde que, estas sejam empregadas da maneira correta.

PRINC√ćPIOS ATIVOS DAS PLANTAS

Os constituintes qu√≠micos, encontrados nos vegetais, s√£o sintetizados e degradados por in√ļmeras rea√ß√Ķes que constituem o metabolismo das plantas. A s√≠ntese de compostos essenciais para a sobreviv√™ncia das esp√©cies vegetais, tais como: a√ß√ļcares, amino√°cidos, √°cidos graxos, nucleot√≠deos e seus pol√≠meros derivados, faz parte do metabolismo prim√°rio das plantas. Enquanto que os compostos sintetizados por outras vias e que aparentam n√£o ter grande utilidade na sobreviv√™ncia das esp√©cies, fazem parte do metabolismo secund√°rio, logo s√£o denominados de compostos secund√°rios.

Os metabólitos secundários são caracterizados por não serem vitais para as plantas, na maioria das vezes, como os alcalóides; por apresentar diferenças qualitativas e quantitativas entre as diferentes espécies, e ainda, por serem produzidos em pequenas quantidades.

A separa√ß√£o dessas duas vias metab√≥licas √© muito discutida e, a classifica√ß√£o dos compostos em prim√°rios e secund√°rios depende muito da import√Ęncia de determinado composto para uma determinada esp√©cie, assim como do est√°gio de desenvolvimento em que se encontra.

Segundo Mann (1987), há três pontos de origem e produção de compostos secundários (figura 1), diferenciados mediante seus precursores.

  1. √Ācido shiqu√≠mico, como precursor de in√ļmeros compostos arom√°ticos;
  2. Aminoácidos, fonte de alcalóides e peptídeos;
  3. Acetato, que através de duas rotas biossintéticas origina compostos como poliacetilenos, terpenos, esteróides e outros.

A concentra√ß√£o de princ√≠pios ativos na planta depende, naturalmente, do controle gen√©tico e dos est√≠mulos proporcionados pelo meio, como por exemplo fatores clim√°tico, ed√°ficos (relacionados com o solo), exposi√ß√Ķes a microrganismos, insetos, outros herb√≠voros e poluentes.

Os est√≠mulos proporcionados pelo meio s√£o normalmente caracterizados como situa√ß√Ķes de "stress", isto √©, excesso ou defici√™ncia de algum fator de produ√ß√£o para a planta.

Dentre os fatores clim√°ticos, o fotoper√≠odo ( n√ļmero de horas de luz por dia necess√°rio por uma planta para que possam florescer), a temperatura, o "stress" h√≠drico (defici√™ncia de √°gua no solo) podem determinar em determinadas esp√©cies a √©poca ideal de colheita onde poder√° se obter uma maior quantidade do princ√≠po ativo desejado.

Existem v√°rios grupos de princ√≠pios ativos como por exemplo os alcal√≥ides, os √≥leos essenciais, os taninos, as saponinas, os glicos√≠deos cardiot√īnicos, os flavon√≥ides, etc.

Fonte: http://www.profcupido.hpg.ig.com.br/plantas_medicinias_introducao.htm
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MARTINS, E.R.; CASTRO, D.M.; CASTELLANI, D.C.; DIAS, J.E. Plantas Medicinais. Minas Gerais. Ed. Universidade Federal de Viçosa. 220p., 1994.
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QUER, P.F. Plantas Medicinales. Barcelona. Ed. Labor. 1962.
SCHVARTSMAN, S. . Planta Venenosa

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